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Em duas semanas, internaes por Covid-19 aumentam 154,2% em Porto Alegre

22/01/2022

A disseminação da Covid-19 se mantém em ritmo acelerado e deixa sob pressão o sistema de saúde de Porto Alegre, que nesta sexta-feira registrava 106 pacientes com diagnóstico da doença em leitos de terapia intensiva.

É o maior número de hospitalizações por conta do novo coronavírus em 72 dias e representa um aumento de 152,4% em duas semanas. Pela primeira vez este ano, os leitos de UTI têm mais de cem pacientes em função da doença, num indício de que os contágios seguem em alta na cidade.

O crescimento das internações e do volume de atendimento de pacientes respiratórios, verificado desde o início do mês, deixa em alerta a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que anunciou hoje a suspensão temporária de consultas e procedimentos eletivos nas unidades de saúde.

Como resultado do aumento da demanda por atendimento de emergência, até o início da noite, as internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) - envolvendo todas as enfermidades - totalizavam 655, o equivalente a ocupação de 87,68% dos leitos.

Na avaliação do diretor de Regulação Hospitalar da SMS, Jorge Osório, o crescimento das internações em leitos de terapia intensiva deve manter "estressada a rede hospitalar" nos próximos dias, mas reforça que é uma evolução diferente da verificada no pico da pandemia, em março do ano passado.

"Temos um crescimento linear, não é exponencial como foi no início do ano de 2021, em fevereiro, março e abril", destaca. Ao destacar dados de outros países da Europa, ele ressalta que na maioria dos casos a curva de crescimento se mantém por até oito semanas. "Não podemos negligenciar um aumento desses", completa.

Se o mesmo cenário se repetir no Rio Grande do Sul, a expectativa é de que a redução do contágio e das internações ocorra no final de fevereiro. "Isso sempre preocupa, temos que ficar de olho nisso. Mas pelo que temos e visto, e principalmente conversando com os hospitais, é que a quantidade de pacientes positivos que internam procuram atendimento por outros motivos que não a Covid-19", ressalta. Por conta disso, os hospitais precisam fazer uma "reengenharia" para evitar colocar pacientes contaminados entre os que não têm diagnóstico para Covid-19.

Com informações: correiodopovo.com.b

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