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Temer fala em normalidade democrtica e diz que impeachment foi constitucional

20/09/2016

Presidente do Brasil abriu Assembleia Geral da ONU
Temer fala em normalidade democrática e cita impeachment como exemplo | Foto: Presidência / Divulgação / CP

Temer fala em normalidade democrática e cita impeachment como exemplo | Foto: Presidência / Divulgação / CP

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    Correio do Povo e AFP

O presidente Michel Temer abriu na manhã desta terça-feira a Assembleia Geral da ONU e em seu discurso o chefe de Estado brasileiro falou que há no País uma "normalidade democrática" e citou o impeachment de Dilma Rousseff como um processo constitucional.  

"O ocorrido demonstrou ao mundo que não há democracia sem Estado de direito - sem normas que se apliquem a todos, inclusive aos mais poderosos. Não prevalecem vontades isoladas, mas a força das instituições, sob o olhar atento de uma sociedade plural e de uma imprensa inteiramente livre", afirmou Temer.

Temer falou ainda que está comprometido com "o caminho da responsabilidade fiscal e da responsabilidade social" para o Brasil, atingido por uma grave crise econômica. Ele informou que o País se tornará na quarta-feira a última das grandes economias a ratificar o acordo de Paris sobre mudanças climáticas. "O Brasil, um dos países do mundo com mais biodiversidade, é uma potência ambiental que tem compromisso inequívoco com o meio ambiente", completou.

Diplomacia e desafios do mundo

Após citar o processo de impeachment, Temer falou sobre diversos assuntos e pediu a transformação do mundo através de uma diplomacia equilibrada, mas firme. "Sóbria, mas determinada", completou. Ele ainda defendeu a reformulação do Conselho de Segurança da ONU. “Continuaremos a colaborar para superação do impasse em torno desse tema”, garantiu.

Temer afirmou ainda que o Brasil defende os princípios que norteiam a ONU e declarou que essas ideias são extremamente necessárias para o desenvolvimento do mundo. "O sistema internacional experimenta um déficit de ordem. Fundamentalismo, conflagrações regionais e ameaças. A realidade andou mais depressa do que a nossa capacidade coletiva de lidar com ela", argumentou.

O presidente brasileirou citou como principais desafios do mundo a vulnerabilidade social, o medo e a xenofobia. Temer ainda nomeou exemplos de diálogo que tiveram avanço, como a condução do dossiê nuclear iraniano e os acordos entre o governo colombiano e as Farc e entre os Estados Unidos e Cuba.

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