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Melo diz que Leite se guia pela política, e não pela ciência

29/03/2021

Vereador chama prefeito da Capital de negacionista e cobra proposta de auxílio emergencial.

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), voltou a admitir neste domingo que a Capital não dispõe de estudos científicos para fundamentar a defesa que faz de um afrouxamento ainda maior nos protocolos de circulação e funcionamento de atividades. Melo concordou ainda que os Planos Regionais nos quais se apoia a cogestão carecem do arcabouço técnico que serve de base para o Modelo de Distanciamento estadual. Mesmo assim, não considera que a falta de dados prejudica a defesa que faz de uma ampla abertura de atividades. E acusou o governador Eduardo Leite (PSDB) de também não seguir critérios científicos em suas decisões.

“Afirmo respeitosamente que as decisões do governador sobre a Covid são muito mais políticas do que científicas. O Comitê Científico é subordinado ao governador, mas quem decide é a ciência ou é a política? No momento em que o RS tinha mais mortes, o governador reabriu. Foi uma decisão científica? O vírus não circula aos finais de semana? Quem manteve as praias abertas? O governador também não aponta nada científico de que abrir o comércio causa Covid. Então, estamos no zero a zero.”

Por meio de nota, o secretário estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luís Lamb, que coordena o Comitê de Dados do governo Leite, responsável pelo Distanciamento Controlado, respondeu que o modelo foi elaborado por médicos, estatísticos e epidemiologistas. “Talvez a melhor analogia do modelo seja um termômetro: ele avisa, sim, quando a situação é agravada. Mas, se os gestores não agirem, a população sofre as consequências. O termômetro avisa, mas sem tratamento, o paciente permanece doente", rebateu ele.

No site do Distanciamento Controlado é possível acessar o detalhamento dos indicadores, os dados e cálculos que fundamentam o modelo e as definições dos protocolos baseadas, segundo as apresentações, “em artigos científicos que apontam que intervenções não farmacêuticas possuem a propriedade de reduzir a taxa de transmissão.”

Melo argumenta que a flexibilização que tentou fazer no final de semana das regras impostas a nível estadual, derrubada judicialmente, foi uma resposta ao que aponta como “rompimento unilateral da cogestão” por parte de Leite.

Insurreição
No Executivo estadual, o receio é de que o emedebista consiga arregimentar uma onda de insurreições entre prefeitos, colocando em xeque a autoridade do tucano. Ao mesmo tempo, a nível local, o prefeito também vem sendo questionado. “Em meio a tragédia social que estamos vivendo, o prefeito adotou uma postura negacionista que virou manchete internacional. Se ele está tão preocupado com os porto-alegrenses atingidos pela pandemia, deveria propor um auxílio emergencial municipal, como outros já fizeram. Teria nosso apoio”, dispara o líder da oposição na Câmara de Vereadores, Pedro Ruas (Psol).

Com informações: correiodopovo.com.br 

 

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