Notcias

Voltar

Governo demite assessor de Mouro que discutia impeachment de Bolsonaro

29/01/2021

Na quinta-feira, o vice-presidente afirmou que Ricardo Roesch agiu sem sua autorização e por isso seria exonerado.

O Diário Oficial da União publicou nesta sexta-feira a exoneração do assessor parlamentar da Vice-Presidência Ricardo Roesch Morato Filho, acusado de debater com parlamentares um impeachment do presidente Jair Bolsonaro. O despacho com a exoneração é assinado por Walter Braga Netto, ministro da Casa Civil. O funcionário está de férias e nem mesmo retornará às funções no Palácio do Planalto.

A demissão foi decidida após o site O Antagonista mostrar mensagens trocadas entre o servidor e o chefe de gabinete de um deputado. A conversa teria relação com articulações no Congresso para um futuro impeachment do presidente Jair Bolsonaro. A troca de mensagens "chocou" a equipe de Mourão. Aos colegas, Ricardo disse ser vítima de uma "armação".

O servidor da Vice-Presidência convida o destinatário a "tomar um café mais reservadamente" e sugere: "eu tenho conversado com os assessores de deputados mais próximos é bom sempre estarmos preparados". O chefe de gabinete pergunta por qual motivo a preparação seria necessária. Primeiro, a pessoa identificada como Ricardo Filho alega que não seria "nada demais, articulação normal mesmo".

Em seguida, introduz um assunto e sugere a perda de força do general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência. "Sabe que Mourão dividiu a ala militar", escreveu. "Antes Heleno dominava agora estão divididos – Capitão está errando muito na pandemia – Gal. Mourão é mais preparado e político você sabe disso".

Antes de confirmar a demissão do servidor, o gabinete de Mourão emitiu uma nota por meio da qual repudiava a "inverdade de toda a narrativa" e dizia que ninguém de sua equipe teve, tem ou terá comportamento como aquele revelado pelo site. A nota apresentou, ainda, uma declaração atribuída ao vice, que é militar da reserva: "Na profissão que exerci por 46 anos a lealdade é uma virtude que não se negocia".

Segundo Mourão, o assessor agiu sem o seu consentimento e por isso seria demitido. Ainda de acordo com o vice-presidente, o auxiliar negou ter sido o autor das mensagens e alegou que teve o celular hackeado, mas ele não acreditou nessa versão.

Com informações: correiodopovo.com.br 

Assistncia

Gostaria de receber mais informaes do nosso portal por e-mail?

Panorama