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RS enviará ofício à Saúde sobre manutenção de leitos para tratamento da Covid-19

14/01/2022

Reunião entre governo e as regiões Covid do Estado ocorreu nesta quinta-feira

O governo do Rio Grande do Sul reuniu-se, nesta quinta-feira, com os comitês das regiões Covid, do Sistema 3As, para debater o aumento de casos registrados no Estado, após todas as áreas receberem o Aviso pela segunda semana consecutiva.

De acordo com o Gabinete de Crise, um dos encaminhamentos da reunião foi a elaboração de um ofício, por parte do governo do Estado, ao Ministério da Saúde, solicitando a manutenção do custeio de leitos clínicos e de UTI para o tratamento da Covid-19, a fim de evitar o colapso no sentido da falta de leitos. O Ministério anunciou, em dezembro, que deixará de custear os leitos Covid a partir de 1º de fevereiro.

Os comitês regionais ainda devem se reunir separadamente para discutir medidas que possam ser adotadas em cada uma das regiões, conforme a autonomia dos municípios estabelecida em decreto.

A reunião desta quinta-feira foi conduzida pelo coordenador do Gabinete de Crise, Marcelo Alves, e a secretária da saúde, Arita Bergmann. "Ainda estamos em tempo de pensarmos em alternativas para evitarmos que esse crescimento de casos se reflita em necessidade de leitos. Precisamos definir, em conjunto, estratégias para se fazer cumprir os protocolos obrigatórios e recomendados pelo Sistema 3As de Monitoramento", destacou Arita.

Conforme o governo estadual, nos últimos sete dias, a média semanal de casos confirmados no Rio Grande do Sul cresceu mais de cinco vezes, passando de 81,9 para 411,5. Há também um aumento do número de internados em leitos clínicos, ainda que em menor proporção do que o crescimento de casos confirmados. Atualmente, há 603 leitos clínicos ocupados por pacientes com quadro confirmado ou suspeito de Covid-19; em 2 de janeiro, eram 297.

“Estamos aqui discutindo para que o Estado não precise tomar nenhuma outra medida além das tomadas até agora. Os municípios já têm os protocolos recomendados e obrigatórios e também têm, nas suas regiões, a condição de enxergar quais são as medidas necessárias em cada local”, destacou a secretária adjunta da Saúde, Ana Costa.

Com informações: correiodopovo.com.br

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