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Greve de professores estaduais registra baixa adeso em Caxias

03/08/2017

A greve dos professores da rede estadual, que se estende até sexta, teve poucos reflexos em Caxias do Sul. Servidores das escolas Irmão José Otão e Ivanyr Euclinia Marchioro paralisaram nesta quarta para protestar contra o novo parcelamento de salários. O movimento é organizado  pelo Cpers-Sindicato.

Na escola Irmão José Otão, no bairro Panazzolo, os professores pararam no final da manhã e, acompanhados de alunos, posicionaram-se na rua em frente ao prédio, na Rua Luiz Antunes, com faixas e cartazes de protesto. Entre 11h e meio-dia, o trânsito ficou completamente bloqueado. À tarde, as atividades foram retomadas.

Na Escola Ivanyr Marchioro, no Jardelino Ramos, 12 professores e quatro funcionários aderiram à greve. As aulas foram interrompidas e só devem retornar na próxima segunda-feira. A diretora da instituição, Marli Petrocelli Carvalho, diz apoiar o posicionamento dos grevistas. Segundo ela, além da questão salarial, há também a questão do desamparo dos profissionais diante da falta de respostas do governo do Estado às demandas da escola.

— Há anos, reivindicamos obras para garantir a segurança dos alunos e só recebemos negativas. Então, além do parcelamento salarial, há uma insatisfação por esse abandono. Isso tudo reflete na desmotivação de professores e também afeta os estudantes — afirma.

O professor Pitias Beckestein Paz lamenta os motivos que levaram os educadores a suspender novamente os trabalhos. Para ele, a greve é uma necessidade, considerando a situação imposta pelo governo:

— Até entendo que o (governador José Ivo) Sartori está executando uma administração de tentativas, mas não podemos admitir incoerências. Não dá para aceitar que nossa renda seja comprometida dessa forma. Temos famílias para sustentar —  protestou, acrescentando que o parcelamento força muitos educadores a dar aulas particulares para complementar o orçamento.
 

Com informações de pioneiro.com.br

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