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Ensino Superior de volta ao presencial

26/02/2022

Enquanto a maioria dos estudantes da Educação Básica e do Ensino Superior privado do Rio Grande do Sul voltou às aulas presenciais dias antes do Carnaval, o retorno dos universitários da Educação Superior ficou para depois da tímida festa do Momo, devido à Covid-19. E a discussão entre as instituições federais se dá em relação à exigência ou não do passaporte vacinal.

Entre as particulares, não será exigido comprovante de vacinação. No começo de março, em 2/3, retornarão às aulas os alunos da PUCRS, em Porto Alegre. No dia seguinte, a Ulbra e a Unilasalle, ambas com sede em Canoas, e a Universidade de Caxias do Sul (UCS) receberão seus acadêmicos de forma presencial.

A PUCRS informa que se prepara para a retomada da presencialidade com protocolos sanitários reforçados, o corpo técnico e docente imunizado e o olhar atento de um comitê de especialistas, que acompanha diariamente os desdobramentos da pandemia. “Nós nos dedicamos a manter protocolos sanitários altamente qualificados, o uso obrigatório de máscara, álcool gel em todos os ambientes e, especialmente, em capacitar e orientar a comunidade universitária para uma presença responsável”, explica Adriana Kampff, pró-reitora de Graduação e Educação Continuada.

Protocolos
A PUCRS salienta que, no atual momento, as determinações do poder público não preveem a exigência do passaporte vacinal ou testagem nos ambientes de ensino. “Sendo assim, não há previsão de adoção dessas medidas, mas o Comitê Institucional segue atento às futuras deliberações governamentais nas esferas federal, estadual e municipal.”

Na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), o reitor Thomas Heimann destacou que, desde o início dessa pandemia, a instituição sempre teve no seu horizonte a expectativa do retorno à presencialidade. “Entendemos que o momento atual da pandemia, especialmente pelo estágio avançado da vacinação, nos permite um retorno seguro”, avalia.

Para esse retorno, tanto a Ulbra como a UCS informaram que seguirão com medidas preventivas, como disponibilização de álcool em gel nos ambientes, distanciamento entre as classes nas salas de aula, exigência do uso de máscara, além de apoio e orientações a quem apresentar sintomas ou positivar para a Covid-19.

Federais
Nas instituições federais, como Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Unipampa e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Cerro Largo e Erechim, os conselhos universitários aprovaram a apresentação de passaporte vacinal para circulação em suas dependências. A comprovação do esquema vacinal pode ser por meio de apresentação da carteira de vacinação ou do aplicativo Conect SUS.

Na Capital, o Conselho Universitário da UFCSPA aprovou a exigência de passaporte vacinal a partir da Fase 5 do Programa de Retomada Presencial Progressivo, que prevê 100% das atividades presenciais em 25/4. Já a Ufrgs, que anunciou o reinício das atividades presenciais, em percentual de até 50%, para 14/3, não irá exigir o passaporte vacinal, conforme Portaria 1210, de 25/2/2022, assinada pelo reitor Carlos André Bulhões. Em 14/2, o Sindicato dos Técnico-Administrativos de Ufrgs, UFCSPA e IFRS (Assufrgs) entrou com uma ação judicial para que seja exigido o passaporte. As atividades acadêmicas do semestre 2021/2 iniciaram em 17/1, de forma remota.

Censo 2020
Os mais recentes resultados do Censo da Educação Superior – divulgados neste mês pelo Ministério da Educação (MEC) – disponibilizam dados de 2020.
Apesar dos dois últimos anos de pandemia, é mantida a tendência de crescimento da Educação Superior no país. Matrículas, ingressos e de concluintes seguem em alta.
Em 2020, foram mais de 8,6 milhões de matrículas (sendo 1,2 milhão, de alunos concluintes).
O levantamento revelou que 3,7 milhões de estudantes ingressaram em graduação. E 323.376 professores atuaram nesse nível, em 2020.
As instituições Superiores no Brasil somam 2.457. São 12,4% (304), públicas; e 87,6% (2.153), privadas, com 3,2 milhões de ingressantes (86% do total).
O número de matriculados em cursos a distância (EAD) aumentou nos últimos anos. Em 2020, pela 1ª vez na história, ingressantes em EAD ultrapassaram os ingressos em graduações presenciais. Esse fato só foi verificado em 2019, na rede privada. Dos mais de 3,7 milhões de ingressantes de 2020 (instituições públicas e privadas), mais de 2 milhões (53,4%) optaram por cursos a distância; e 1,7 milhão (46,6%), por presenciais.
As vagas em EAD também cresceram, atingindo 19,6 milhões de oportunidades de ingresso. Dessas, 18,7 milhões (95,6%) foram na rede privada. A oferta em cursos a distância aumentou mais de 30% em relação a 2019, chegando a 13,5 milhões de vagas em 2020. O aumento da oferta de cursos presenciais no mesmo período foi de 1,3%.
Com a pandemia, a data/referência deste Censo foi flexibilizada, extraordinariamente, para 30/6/21. A intenção foi alinhar a pesquisa ao final do ano letivo/2020, em decorrência das alterações nos calendários acadêmicos.

Com informações: radiosolaris.com.br

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