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Após denúncias de fraude, UFRGS muda verificação no sistema de cotas

02/03/2018

 

Depois das denúncias de fraude no sistema de cotas no fim de 2017, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) fez algumas mudanças no sistema de verificação para este ano. A partir de agora, pretos, pardos e indígenas que ingressam na universidade pelo sistema de cotas passam por uma comissão de verificação da autodeclaração de etnia já no começo da vida acadêmica.

Se essa declaração não for aceita, o aluno pode recorrer para uma comissão especial, que avalia documentos apresentados para fazer a comprovação.

Contudo, as mudanças não agradaram a todos. O representante de movimentos de garantia de direitos e estudante da UFRGS Cilas Machado considera que a medida tira a autonomia da comissão de verificação, da qual ele participava.

Ele afirma que os critérios usados pela universidade permitiriam que pessoas que não são negras entrem por cotas por terem, por exemplo, um avô negro.

"Nós queremos que as pessoas de direito das ações afirmativas raciais estejam nas vagas. São pessoas negras e são pessoas indígenas, não os avós dessas pessoas, porque num país miscigenado como o Brasil, é evidente que todas as pessoas têm um avô, uma avó indígena ou negro", justifica

No ano passado, a UFRGS recebeu denúncias envolvendo 334 alunos que estavam na universidade. Deste total, 239 tiveram sua declaração indeferida, mas ainda podem entrar com recurso. A universidade suspendeu a avaliação racial depois de orientação do Ministério Público Federal (MPF).

Entre os calouros, 500 já passaram pelas comissões, e mais 160 estão na fila. A UFRGS espera que o atendimento a eles termine até abril, e diz que a verificação das denúncias prossegue depois disso.

Segundo a reitoria, a aferição dos cotistas respeita a lei.

 

"A comissão vai emitir um parecer. Se esse parecer incluir uma pessoa que é considerada branca, mas que tem vinculações, sejam elas familiares, sejam elas culturais, sociais, com a sua autodeclaração ele vai ser homologado, sim", garante Rui Vicente Oppermann, reitor da UFRGS.

No ano passado, ingressaram na universidade 1.534 alunos pretos, partos e indígenas pelo sistema de cotas.

Com informações do g1/rs

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